Disfonia e Rouquidão

O que é disfonia?

Disfonia, popularmente chamada de rouquidão, vem a ser qualquer dificuldade na emissão vocal que impeça ou dificulte a produção natural da voz, causando prejuízo ao indivíduo.

 

Quais são as causas de disfonia?

A doença do refluxo gastroesofágico, o mau uso da voz, alergias, gripes, resfriados e tabagismo são condições frequentemente relacionadas à disfonia. Os tumores malignos ou “cânceres da garganta” são causas menos frequentes de disfonia, porém, sua possibilidade deve ser investigada sempre que houver suspeita. Eles ocorrem mais comumente em indivíduos maiores de 40 que têm ou tiveram o hábito de fumar e/ou beber.

 

Como é feita a avaliação médica de pacientes com disfonia?

A avaliação médica sempre se inicia com uma boa conversa com o médico otorrinolaringologista. A partir dessa entrevista, o médico solicita ou realiza os exames mais convenientes para cada caso. Em geral, é realizada a nasofibrolaringoscopia ou telescopia de laringe para o exame das pregas vocais.

 

Quais são as alterações das pregas vocais mais comumente relacionadas à disfonia?

A alteração mais comum é o nódulo vocal. Outras menos frequentes incluem os pólipos (lesões benignas das pregas vocais), cistos, o Edema de Reinke (inchaço das pregas vocais relacionado principalmente ao tabagismo que torna a voz mais grave e masculinizada), as alterações estruturais mínimas (características das pregas vocais que dificultam a emissão da voz) e tumores.

 

O que são nódulos vocais?

Os nódulos ou “calos nas pregas vocais” são espessamentos que aparecem nas mesmas devido ao uso inadequado da voz. Hábitos como o de falar muito, gritar, ou “forçar a voz” podem dar origem aos nódulos vocais.

 

Como é realizado o tratamento das disfonias?

O tratamento deve ser direcionado à causa da disfonia. Desta forma, fatores que podem ter desencadeado o quadro como o fumo ou o etilismo devem ser cessados. Mudanças nos hábitos de falar, assim como fonoterapia são, em geral, recomendados. Uso de medicamentos e cirurgia, que fazem parte do arsenal terapêutico,  são indicados caso a caso.

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